Instituto Jovem Exportador programa missão ao Oriente Médio em 2021 para prospectar mercados

Instituto Jovem Exportador programa missão ao Oriente Médio em 2021 para prospectar mercados

Última atualização: 06 de julho de 2020 – 11:01

São Paulo – O Instituto Jovem Exportador vai promover no ano que vem a 3ª edição da Trilha de Internacionalização do Programa Jovem Exportador, que terá como destino o Oriente Médio. Será feita uma missão comercial à região de 18 a 25 de fevereiro de 2021, com a presença de 30 jovens empresários. O roteiro culminará com a participação da delegação em uma feira dedicada ao segmento de alimentos e bebidas, a Gulfood 2021, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A iniciativa foi apresentada durante webinar promovido pelo Instituto Jovem Exportador nesta terça-feira (16) pela tarde, da qual participou o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Tamer Mansour . O evento abriu a 3ª Edição da Série Matchmaking Mercado Árabe – Programa Jovem Exportador, que incluirá outros cinco encontros com temáticas abordando os aspectos culturais, sociais e econômicos do mercado do Oriente Médio.

Instituto Jovem Exportador programa missão ao Oriente Médio em 2021 para prospectar mercados
Reprodução / Zoom

A gerente do projeto, Maria do Carmo Zinato (foto), explicou que a Trilha promoverá debates virtuais a partir de julho, que se seguirão ao longo do segundo semestre. “Entre os principais motivos para os empresários jovens se inscreverem está o acesso à informação. Durante meses eles vão receber conteúdos sobre o mercado exterior geral e o árabe especificamente e como colocar seu produto de maneira mais interessante, com o desafio dos games. Também terão acesso a autoridades governamentais e a empresários que já passaram pelo desafio de entrar no mercado árabe, além de outras organizações chave”, explicou ela.

Para Zinato, o projeto traz a oportunidade de os jovens ampliarem seus contatos. “Quem acessar o mercado árabe trará variedade à carteira de clientes. Quem já exporta não está passando as dificuldades de quem está restrito ao mercado nacional. É muito bom, principalmente para aqueles que têm produtos inovadores, com sustentabilidade, ou que não gerem resíduos. Vocês levarão ao mercado árabe um produto que lá será considerado exótico, o brasileiro”, afirmou a executiva.

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Mansour: é preciso melhorar marketing dos produtos //Reprodução/Zoom

O  mercado do Oriente Médio e as exportações foram tema de debate do webinar. Mansour, um dos palestrantes, afirmou que o marketing brasileiro no exterior e, em especial aos árabes, tem muito para melhorar. O secretário lembrou que a imagem brasileira precisa ser mais trabalhada para mostrar tudo que o País tem feito. “Temos que separar as coisas para os árabes em dois rastreamentos fundamentais: o halal, de acordo com regras islâmicas. E a garantia da alta qualidade do produto, que exige que o Brasil seja transparente, preparado para o sistema de rastreamento, pronto para a inovação e a digitalização. O Brasil é o melhor país em seguir as exigências, mas um dos piores em fazer o marketing do produto. Isso é feito através de rastreamento do produto”, apontou.

Destacar outros selos como o ‘orgânico’ e origens de produtos amazônicos é uma das melhores formas de fortalecer a imagem brasileira para o executivo. “Quando as pessoas leem ‘Amazônia’, elas entendem que aquilo é natural, que vai fazer bem para a saúde. O que está faltando ao produtor de produtos como o de cosméticos é entender isso”, disse.

Para Mansour, é importante divulgar também as oportunidades para os árabes em setores como o da construção no Brasil. “A iniciativa privada árabe é jovem e gosta de arriscar. Estamos trabalhando dentro da própria Câmara Árabe para incentivar cada dia mais os investimentos árabes”, explicou ele, que acredita que a pandemia tenha acelerado o uso de tecnologias também entre os árabes. “Observamos nos últimos anos que [nos Emirados] eles já gostavam disso, mas ainda não praticavam, não estava concreto no dia a dia. A transformação digital ganhou marketing nos Emirados, mas começou a acontecer efetivamente pela necessidade da crise da covid 19. Isso não apenas nos Emirados, mas no mundo árabe inteiro”, afirmou.

A diversidade entre os 22 países árabes é outra oportunidade que pode ser explorada. Dentro do próprio Golfo, Mansour destacou que há perfis distintos. Enquanto o empresário emirati age como hub regional, os sauditas têm um consumo local mais forte, gerando oportunidade para exportações com valor agregado.

Também participaram do evento o presidente do Instituto Jovem Exportador, Ronan Pires, o vice-presidente, Marcos Dias, e Bernhard Smid, diretor da Matchmaking Brazil, empresa parceira do Instituto Jovem Exportador.

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